Algumas pessoas, com seu jeito e tom nos ensinam a ser grandes.
Trazem o mundo e levam a infância embora.
Descortinam as crises do existir, fazem pensar.
Outras carregam o brincar em volta dos olhos e nos propõem, com seus gestos,
a expansão de um universo em que tudo caiba junto.
A infância e o caminho a seguir.
O brincar e o saber.
O sofrer, e ainda assim, o crer.
Em seus olhos, como num espelho, nossa criança sorri e acena.
Os sentidos rememoram algo dentro que acorda o movimento de sonhar.
As engrenagens da criação voltam lentamente a girar, e as cores se movem de novo no carrossel.
Tem-se vontade de ter as mãos cheias de giz de cera, de lápis de cor e pincéis de aquarela outra vez.
De deixar as cores vivas se espalharem no papel, de manchar de tinta as mãos e todas as páginas do caderno.
E depois, gastar as horas ao pé da pia lavando todo aquele estrago, olhando a tinta serpentear diluída nas águas...
Enquanto tudo escorre, um sorriso.
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