Melhor a escuridão da casca
que a luz da vitrine
que a luz da vitrine
a exposição
a incerteza
a ansiedade
a assimetria:
ofertar tudo,
não receber metade
Fazer um desfile estético
castrar a selva de pelos
e os desejos selvagens
docilizar a fala
domar a raiva
cruzar as pernas
pedir desculpas
encobrir ataques absurdos
às próprias bordas
Descobrir, muda e pálida de espanto
que meu não é convite para o sim
código perverso de uma linguagem
destruidora de minha subjetividade
Deixe que eu te ensine, queridavocê não sabe gozarquando você pede calmaé que quer o contráriose disser que nãoeu transformo em simeu é que seiSei toda a estruturado seu pensamentote esquadrinhoadivinhe sóantes mesmoque você penseeu já seiLeia este livroele te ensinará teu lugareu seique você disse que nãomas eu seique queria dizer simTudo que você dissereu já seio que você for citareu já liaté mesmo a sua intuiçãoé construção social,veja bemNa verdadesó eu seidos seus desejosdeixe queeute guienessa estradaconfusa que é vocêVocê está tão confusa, queridaveja:se eurasgar a sua roupafoi vocêquem quisVenhaé a ssimque to das gos tameu vi nos filmes pornôsquero ver seu rostofazendo a mesma caraaliásseu rosto é o que menos preciso verOlhar no olho para quêconexão não é o quenenhuma delas parecia precisarDessa vitrine você parece tão belacontinue assimestáticapra eute ver melhorEvite respirarnão me contradigaassim não posso aguentar(sou frágil)a culpaserásempresua
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