É Dezembro e choveu.
A cajazeira começou a brotar folhinhas cor de verde limão.
E eu, como tinha tinta, pintei a janela da mesma cor .
Pois sim.
Tenho que registrar que me fiz ridiculamente feliz em misturar as cores e sacolejar a lata de tinta até encontrar o tom certo.
Achei.
A-chei.
Fiquei numa alegria incontrolável e já era domingo e mais de oito da noite, mas eu já era causa perdida mesmo e pintei até tarde, até terminar não só a janela mas também a porta de entrada.
Depois pensei por uns minutos se o verde limão não era muito estímulo e se com aquela energia toda eu ira um dia dormir.
Será que era isso mesmo?
Tarde demais.
Dormi.
Quando amanheceu, com a luz do dia, abri a janela e notei que era isso mesmo.
Pois me dá um comichão engraçado e um sorriso monalísico pensar que pintei tudo de uma cor tão neon.
Eu que adoro beges e terrosos.
Mas agora é como se a cajazeira estivesse aqui, plantada no meio da minha casa.
Ela vai e vem transportada na luz do verde limão.
Entra na minha casa e dá bom dia no café da manhã, me deseja um trabalho ótimo e me saúda na volta, já menos verde brilhante e já meio envolta nas sombras do fim da tarde.
Pois seja bem vinda minha amiga.
Vá ficando sempre a vontade.
E sente aqui que já vou passar o café.
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