Gotas de chuva atravessam o teto,
tocam e arrepiam a pele gelada...
Gotas de chuva de um inverno nascente
que vêm abrandar o torpor de uma alma carente.
Buracos no teto, crateras na alma,
até o sol se nega a aparecer...
Vento gelado, atmosfera sombria,
lágrimas aquecem alguma face fria.
Árvores bailam,dançam, valsam ao vento...
simplesmente deixam-se estar, felizes, sob o espesso orvalho...
Mares de chuva lavam os prédios, invadem janelas, portas, frestas, almas...
Simples retrato de um dia comum.
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