Nada mais leve há que uma libélula pousada no céu azul.
Asas imóveis e transparentes, sustentando a beleza fugaz de uma vida breve, de um ciclo em que não há espaços para apegos maiores que o corpo em que se habita.
Equilíbrio de quem é frágil, mas que por isso mesmo levita.
A minha libélula deixou-se ver por dois minutos quase inteiros.
Tudo o que ela pôde me dar foi aquela beleza que me atravessou.
Quis tirar dela uma fotografia, fazê-la ficar fixada aqui ainda mais um pouco...
Por querer capturá-la, a perdi.
Minha libélula partiu.
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