Ela
Onça luminosa
atravessando a vidraça
Olhos coloridos
Luzindo cor e fumaça
Passa suave
Passo silencioso
E ruge na sua cara
Descortinando
os altares do medo
Derrubando pelo chão
a pilha de temores
Tudo desfaz em cores
Incide em toda
e qualquer fresta
Com seus rigores
Seus desejos?
Contrastar
Contrapor
Atravessar
Transmutar
Bagunçar
Revirar
Salta do sol para os olhos
E pisca nas sombras
Venha dançar, minha fera
Entre todos os cacos
Entre todas as poeiras
e por sobre as pilhas
de coisas velhas esquecidas
Onça divina, de luz pintada: vinde,
"Transformai as velhas formas do viver".
* * *
[sobre a força divina que recria a vida
sobre chegar em casa de novo
sobre chegar em casa de novo
e de novo, não ter morrido de avião, rs]
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