Difícil é desaprender as mãos habituadas ao teu corpo
As rotas dos tremores e arrepios já tão traçadas
Das alegrias úmidas
Dos suores abundantes
Das risadas conjuntas
Da leveza do abraço e do perfume envolvente
Do olhar sério e brincante de quem muito ama mas finge esquecer
Faz passatempo e dribla o próprio choro em mais um riso descontraído
Brinca que vai hoje abrir um vinho e colocar um brega antigo
Lamentar e adorar o tempo que tivemos
Pouco
Mas felizmente lindo
sem nenhuma queixa
Quero te guardar leve
Asa de passarinho
Semente de pajeú
Pipa
Riso de criança
Compasso do reggae
Tua condução é um vento que aflora minha fé no amor para além do a dois
Para a calma e para a dança
Para a esperança
Ps.:
Amores de giz
Se fazem lindos
E somem no ar
* * *
["eu desço dessa solidão e espalho coisas sobre o chão de giz"]
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