Eu te amo.
Amo os fios desgrenhados e ruivos que teimam em aflorar em sua barba densa.
Amo este perfume indizível que se esconde entre seus ombros e nuca.
Amo nossa dança precisa e imprevisível, cada passo.
Amo retirar os óculos do seu rosto e colocar sobre a escrivaninha.
Amo os momentos em que eles de nada servem.
Amo os seus olhos nus sob o fim da tarde, atravessados de luz, líquidos.
Amo nossos encontros míopes, a cena borrada ao fundo,
o mundo inteiro que termina em nós.
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