Não quero viver como alguém que rearranja os móveis , esperando assim refazer a dinâmica da vida.
Eu é que me movo.
Me movo dos fluxos habituais, movo meus olhos cansados para outras vistas, outros horizontes.
Deixo a brisa me despetalar e me desnudar.
Movo meu corpo engessado do lugar, rompendo a casca de poeira que se acumulou em minha alma imóvel.
Quero vida.
Quero a dinâmica do mover-se novamente.
Flutuar entre as certezas para então acolher o incerto.
Liberdade para formular hipóteses, tranquilidade para vê-las refutadas pela vida...
Serenidade nos olhos e nas mãos.
*
Nenhum comentário:
Postar um comentário