Continuar querendo atravessar
ser atravessada
traçar contigo
rotas em ti desconhecidas
Desprender-me de mim
para acolher o instante
Vibrar mantras transparentes
atrás dos teus cabelos
Em oferenda todas as luzes
de nossos sorrisos não dados
Adiados
Desejos velados
Segredos selados
Em reverência a todas as cores
De nossos fluxos cortados
Censurados
Autoextirpados
Exilados
Em querer dizer de todas as vezes
Dos dentes cerrados
Das palavras contidas
Das ideias desfeitas no ar
Das frases apagadas antes de mandar
Das que foram enviadas apenas
Telepaticamente
Moro agora num outro país
lá é bom
Mas o exílio de ti
esse nunca passa
* * *
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